A REDE EURO-AMERICANA DE ORGANIZAÇÕES QUE TRABALHAM EM PROJETOS SÓCIO-CULTURAIS COM JOVENS NA SITUAÇÃO DE RISCO OU MARGINALIDADE, foi constituída com a intenção de estabelecer uma ponte na qual o conhecimento mútuo enriqueça as experiências européias e americanas, a fim de que as instituições melhorem suas intervenções locais e contribuam para às reflexões globais. A estrutura de redes aparece hoje como a alternativa mais eficiente e eficaz para o intercâmbio dos saberes, informação e conteúdos, e para apoiar a busca de recursos de todo tipo, que permitem aos projetos e às instituições locais se estabelecerem para continuar com sua consolidação e desenvolvimento. Por outro lado o trabalho em REDE permite transmitir seus saberes e experiências aos contextos mais globais, assim como também permite comunicar aprendizagens e metodologias. É muito importante o estabelecimento coordenado das relações entre organizações da América e Europa, que trabalham em projetos sócio-culturais com jovens, para facilitar o conhecimento mútuo, a construção de laços de confiança e a elaboração de estratégias e projetos comuns, para gerar assim, processos da integração regional e internacional. Sem dúvida, o trabalho em REDE constitui uma prática social estratégica desde que torne possível a geração de espaços de igualdade em contextos onde convergem diversos interesses. Por outro lado, a integração nas redes é uma forma de ação que potencia as ações individuais, ao mesmo tempo em que reduz os custos e as dificuldades próprias e relevantes da gestão de informação. Estas e outras considerações configuram um cenário social que impulsiona a adoção desta modalidade de trabalho ou vinculação, não somente por razões de eficiência na gestão das políticas culturais, mas sobretudo e para a visibilidade e o reconhecimento dos atores que dinamizam o desenvolvimento social. Neste marco, as tentativas pretendem chegar às instituições que trabalham em projetos sócio-culturais com jovens, especialmente com aqueles que se encontram em situação de risco ou na marginalidade, convidá-los a se somarem ao projeto e participar em uma REDE que não só fará o contato com outras instituições similares quanto da Europa como da América, mas que além disso conterá informação relativa aos fóruns, federações, conselhos, movimentos e demais espaços constituídos por Organizações da Sociedade Civil. No dia 25 de abril de 2003, a Fundación Imago (Colômbia), a Escuela de Circo Rogelio Rivel e Payasos sin Fronteras (Barcelona) assinaram o primeiro acordo para a criação da Xarxa Groga. Posteriormente, o Ateneu Popular 9 Barris e a La Casa Amarilla se somaram ao nó fundador e em junho de 2004 foi realizada a inauguração do primeiro encontro virtual, onde participam além a Fundación Vida Joven (Argentina) y a Escuela Mapuche (Chile). Uma vez constituído o primeiro nó da REDE, foi estabelecido que a La Casa Amarilla funcionaria oficialmente como secretaria técnica e dinamizadora da REDE pois ela fornece o suporte tecnológico necessário, funcionando assim, como entidade gestora, facilitadora e dinamizadora até que a Xarxa Groga tenha sua própria dinâmica. O último processo feito até esta data foi a inclusão das demais organizações da Europa e da América Latina que atualmente são membros da Xarxa Groga. Contamos atualmente com 14 membros.
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